Estudos mostram que a obesidade vem sendo associada ao aumento da prevalência de asma e dificuldade de controle da doença. No entanto, os mecanismos pelos quais a obesidade afeta a função pulmonar ainda são incertos.
Mudanças fisiológicas associadas à obesidade podem contribuir para os sintomas respiratórios. Além disso, a obesidade pode influenciar o desenvolvimento da asma através da genética e influências ambientais, hormonais, neurogênicas e mecânicas. O fato de respirar baixos volumes ar e a mudança no padrão de respiração dos obesos pode alterar a elasticidade dos músculos respiratórios e a função das vias respiratórias.
As células adiposas (gordurosas) liberam vários mediadores inflamatórios característicos da asma e ainda reduzem a liberação de anti-inflamatórios, podendo contribuir para a asma e inflamação das vias aéreas. Estudos também mostram que existe uma tendência de redução do controle da asma em pacientes obesos e respostas não satisfatórias às terapias.
A obesidade também pode vir associada a outras desordens como apnéia e refluxo gastro-esofágico, podendo contribuir para a asma.
Redução do peso eleva o controle da asma em pacientes obesos e reduz a necessidade de medicamentos. Mais pesquisas são necessárias para determinar como lidar melhor com esses pacientes.
Fonte: Influência da obesidade na asma.
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