Problemas de qualidade do ar de ambientes internos são reconhecidos desde os tempos bíblicos.
No mundo desenvolvido, produtos de combustão, tintas à base de chumbo, ventilação inadequada em residências e hospitais vem sendo reconhecidos há décadas como importantes problemas de ambientes internos.
No entanto, a qualidade do ar não foi reconhecida como problema importante de saúde pública até a proliferação de edifícios "selados", de programas de conservação de energia (com a utilização de formaldeído como material de isolamento), novos produtos e o reconhecimento do radônio, amianto e látex como poluentes causadores de efeitos na saúde. Estudos clínicos e epidemiológicos dos anos 80 e 90 documentaram o aumento das alergias e asma nos países desenvolvidos. Relatórios mostraram a importância da exposição aos poluentes químicos provenientes da queima de biomassa e do cigarro nos ambientes internos. De 1986 a 2006, estudos mostraram que não existe uma concentração mínima a que se pode ser exposto a cigarros em ambientes internos.
Atualmente, as preocupações com a qualidade do ar de ambientes internos lançou a nova onda dos "edifícios verdes", a proibição do fumo em ambientes fechados e a nova padronização de produtos.
Ainda assim, os problemas de qualidade do ar de ambientes internos persistem devido às falhas e complexidade das construções, falta de manutenção, novas formulações de produtos e reconhecimento de que nossas casas contribuem para a carga de substâncias inaladas.
O aumento do tempo despendido em ambientes internos e a diminuição das taxas de renovação do ar aumentaram a quantidade de vários compostos químicos provenientes dos produtos que utilizamos, dos produtos empregados na fabricação de materiais comuns em nossas residências e até mesmo loções.
Vivemos em um mundo mais complexo e conectado. Um caminho que leve à construção do ambiente adequado depende da habilidade de utilizar fontes que protejam a saúde do homem.
Os programas de conservação de energia não devem perder de vista as lições aprendidas há 40 anos, onde a falta de renovação do ar levou à Síndrome do Edifício Doente, proliferação de mofo e perda de produtividade.
A atmosfera mais quente já trouxe uma variabilidade climática com o aumento das precipitações e zonas quentes. Para residências sem ar condicionado, as noites mais quentes já trazem desconforto térmico. O aumento das precipitações levará ao aumento da umidade em ambientes internos e exacerbará os problemas relativos ao mofo.
Os desafios são grandes, porém é necessário proporcionar uma moradia segura, acessível e saudável em vários aspectos.
Fonte: Qualidade do ar de ambientes internos: um problema antigo com novas abordagens.
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