Conhecendo o mofo.

Os mofos são tipos de fungos. Normalmente, eles se apresentam como manchas desenvolvidas em superfícies de matéria orgânica morta. A reprodução dos fungos ocorre através de esporos, sendo estes invisíveis a olho nu. Quando os esporos se depositam sobre uma superfície, caso haja condições favoráveis, o mofo se desenvolve. A entrada dos fungos nos ambientes internos pode ocorrer através de portas, janelas, aparelhos de refrigeração e materiais previamente contaminados4.

Efeitos da instalação do mofo em bibliotecas.

Nos acervos: Os fungos se alimentam do material do substrato onde se instalam, no caso, os acervos. O primeiro efeito costuma ser a produção de manchas. Com o tempo, ocorre o enfraquecimento das fibras encontradas em papéis5 , couros, tecidos ou filmes.


Na saúde: Alérgicos podem vir a ter crises de alergia, e infecções podem ocorrer em indivíduos com deficiências do sistema imunológico1,4, estas são as conseqüências mais comuns. Além disso, algumas espécies de mofo

 

podem emitir toxinas. Estudos sobre o assunto ainda estão em andamento, porém sugerem que as toxinas podem estar relacionadas a casos de hemorragia pulmonar, reações no sistema imunológico (diminuindo a habilidade do organismo de reagir a doenças), efeitos neurotóxicos (como fadiga, dores de cabeça, perda de memória, depressão, variações de humor, convulsões e tremores) e efeitos carcinogênicos (causadores de câncer)4. Portanto, não há dúvida de que mofo pode significar riscos para a saúde.

Lidando com o mofo em Bibliotecas.

Conheça as condições que favorecem o desenvolvimento do mofo:
Umidade: superior a 55%.
Temperatura: superior a 210C.
Nutrientes: principalmente a celulose encontrada nos documentos.
Além dessas condições, má ventilação, iluminação inadequada e acúmulo de pó auxiliam no desenvolvimento de mofo.

- Previna-se2:

  1. Utilize o Airfree como unidade local de tratamento de ar
  2. Se necessário, utilize desumidificadores;
  3. Mantenha o ambiente com temperaturas inferiores a 210C;

            De modo geral, o controle da umidade e temperatura deve obedecer aos valores acima, porém cada material em uma biblioteca responde de forma diferente a essas condições. Assim, abaixo estão listadas as umidades e temperaturas aceitáveis para cada material encontrado na biblioteca:

 

Umidade relativa

Temperatura

Papel

40% a 50%

18,30C a 21,10C

Filme

30% a 40%

12,80C a 18,30C. Temperaturas abaixo de 150C podem causar danos respiratórios, portanto deve-se ter uma sala especial para a conservação.  

Couro

50% a 55%

Há pouca pesquisa sobre este material

Pergaminho

40% a 45%

Há pouca pesquisa sobre este material

  1. Evite bolsões de ar estagnado, pois possibilitam a deposição de esporos. Assim, o ideal é que o ambiente possua uma boa circulação de ar, se possível, efetuada pelo ar condicionado.
  2. Não se esqueça de realizar a manutenção do sistema de ventilação e de desumidificadores, pois esses podem ser fontes de contaminação quando não forem limpos de forma adequada2,3.
  3. Mantenha obras raras em ambiente separado, com condições de temperatura e umidade constantes. O acesso a essa área deve ser restrito.
  4. Realize a limpeza com aspiradores com capacidade de pelo menos 50%, mas, se possível, utilizar aspiradores com filtros HEPA (99,9 % de eficiência).
  5. Para a limpeza do chão, utilize pano moderadamente úmido. O simples ato de caminhar é responsável pela dispersão de esporos pelo ar. Assim, a utilização de vassouras pode ser muito prejudicial.
  6. Não permita que plantas sejam colocadas perto dos acervos, pois são importantes locais de desenvolvimento de fungos2,3.
  7. As novas aquisições devem ser colocadas em quarentena para verificação de desenvolvimento de mofo2,3 e possível desinfecção.

Prepare um plano contra desastres (por exemplo, enchentes).

Faça a limpeza do Mofo:

  1. Encontre a fonte de mofo1,2,3 - Procure por possíveis locais de vazamento, goteiras ou outras fontes de umidade, como sistemas de ventilação e verifique estantes que estiverem encostadas em paredes.
  2. Proteja-se1,3 - Utilize máscaras com filtros de alta eficiência, luvas de látex, avental, sapatos, óculos e chapéus de proteção (para situações de muita sujeira). Pessoas asmáticas, com problemas cardiovasculares ou grávidas, podem ter dificuldades de respirar utilizando máscaras. Antes de utilizá-las, consulte um médico.
  3. Isole os itens contaminados - Coloque-os em sacos plásticos, mova-os para uma área sem umidade e prossiga com as orientações de limpeza. Nunca deixe os materiais nos sacos por muito tempo, pois o interior dos sacos pode criar um ambiente de proliferação do mofo1,3 . Faça a limpeza em períodos de no máximo 48 horas, tempo médio de crescimento do mofo.
  4. Inicie a secagem dos materiais3 - Realize a limpeza em locais frios, secos e com boa circulação de ar, se possível utilize um exaustor.  
    1. Deposite toalhas de papel ou jornal não-impresso sobre a superfície molhada para que absorvam umidade. Realize o procedimento diversas vezes. 
    2. Uma atenção especial deve ser dada às molduras e lombadas dos livros. Por serem escuras e reterem umidade, são ambientes propícios para a instalação de mofo. Durante a limpeza, retire as molduras e realize os procedimentos descritos acima.
  5. Se não puder secar, congele3 -  Se os danos forem intensos e você souber que não conseguirá secar todo o material em 48 horas, o melhor é colocar o material encapado em freezer. Isso não eliminará o mofo, mas reduzirá o seu desenvolvimento.
  6. Limpando os itens afetados3 - Atenção! Não limpe você mesmo as coleções raras. Para isso, contrate um restaurador.
    1. Passe aspirador de pó com filtros HEPA, que são capazes de reter esporos. Se possível, também utilize aspiradores “wet-dry” comerciais com fungicidas não-tóxicos no interior. Para itens delicados, utilize uma escova anexada ao aspirador, com gases de algodão ou telas, pois evitam danos. A utilização de escovas separadamente também é aceitável desde que seja feita com cuidado, evitando que o mofo se fixe ainda mais às fibras de papel.
    2. Para descartar os filtros do aspirador, coloque em um saco plástico e retire do prédio.
  7. Limpe a área afetada3 - Não só as coleções devem ser limpas, mas também todo o local afetado. Se for uma área extensa, contrate um profissional especializado. Limpe as estantes e chão com aspiradores “wet-dry” comerciais, contendo fungicida não-tóxico.;

Realize a manutenção do sistema de ar condicionado antes de retornar com os materiais limpos.

 O papel do purificador de ar Airfree no combate ao mofo em bibliotecas.

            Os esporos de fungos podem ser encontrados em diversos locais, sendo que o ar dos ambientes internos nunca está livre deles, mesmo após intensa limpeza4. O purificador de ar de alta eficiência “Airfree” atua eliminando de forma comprovada fungos e bactérias do ambiente, com eficácia de até 99%. O grande diferencial do Airfree é a grande variedade de testes de eficiência em ambientes reais (como bibliotecas) realizados por laboratórios independentes ISO 17025.    

Instituições em diversos países já atestam a qualidade do aparelho em bibliotecas. Confira acessando o site: www.airfree.com.br.          

Referências bibliográficas

  1. http://www.ccaha.org/mold_eng.html

  2. siarq02.siarq.unicamp.br/cpba/pdf_cadtec/38.pdf

  3. http://www.nedcc.org/plam3/tleaf39.htm

  4. Guia de “Umidade em ambientes internos e saúde” elaborado pelo Instituto de Medicina da Academia Nacional dos Estados Unidos, fornecido pela Universidade de Harvard.
 
 
 
 
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