O panorama das infecções hospitalares.

Estudos de infecções hospitalares iniciaram-se há mais de 150 anos com Ignaz Semmelweis1 e Florence Nightingale2 e contribuíram para o avanço da microbiologia e das ações profiláticas em ambientes de saúde. Apesar do incremento das práticas de assepsia, as infecções hospitalares ainda são consideradas um problema de saúde pública.

“No Brasil, infecções hospitalares ocupam o terceiro lugar entre as maiores causas de morte, ficando atrás apenas de acidentes de trânsito e doenças vasculares4.”

A taxa de infecções hospitalares em países desenvolvidos gira em torno de 5%4, enquanto que, no Brasil, essa taxa se encontra em 15,5%4 dos números de internações. Os impactos diretos ocorrem nas taxas de mortalidade e nos custos de internação e tratamento.

 
Segundo dados da Anvisa, no ano de 2000 ocorreram aproximadamente 50 mil óbitos devido a infecções nosocomiais4, sendo que o custo por paciente gira em torno de R$47.530,00 por dia5 para o tratamento destas infecções.


O ar pode ser o meio de transporte de microrganismos.

Vários estudos6,7,8 mostram que os bioaerossóis
(conglomerados de microorganismos em suspensão no ar) desempenham um importante papel na aquisição de infecções, calcula-se que sejam responsáveis por 10% a 20% dos casos6.

Existem diversas formas de aerossolização de patógenos: através do sistema de ventilação (natural ou artificial), aerossolização de água, escamas de pele liberadas pelos pacientes e equipe médica e gotículas de secreção liberadas no momento de tosses e espirros6. Estudos mostram que os membros de uma equipe cirúrgica podem emitir de 1.500 e 50.000 bactérias por minuto9 sendo que estes patógenos podem permanecer em suspensão por longos períodos de tempo.

Alguns patógenos importantes.

Staphylococcus aureus é um dos maiores responsáveis por infecções hospitalares em várias regiões do país9, sendo que 70% das linhagens isoladas em hospitais na região metropolitana de São Paulo são multiresistentes a antibióticos comuns10 e são denominadas Staphylococcus aureus meticilina-resistente (MRSA). Na verdade, a resistência de bactérias a antibióticos vem se tornando uma tendência crescente em hospitais. Um estudo realizado por três anos em alguns estados brasileiros, mostrou a resistência de sete espécies de bactérias a antibióticos comuns, incluindo S. aureus e P. aeruginosa9.
Surtos de infecções fúngicas também foram demonstrados em diferentes estudos
Aspergillus ssp vem adquirindo especial atenção, pois é um fungo encontrado em praticamente todos os ambientes e o ar é sua principal via de transmissão. Devido ao pequeno tamanho do conídio (propágulo), este pode ficar em suspensão no ar por longos períodos de tempo permanecendo viável por meses, mesmo em locais com pouca umidade13. Estimativas mostram que 75% dos casos de aspergilose invasiva resultam em óbito, pricipalmente devido à dificuldade do diagnóstico14. Além disso, o tratamento é oneroso, gerando um custo de aproximadamente R$74.000,00 ao final do tratamento de 14 dias de um paciente de 70 kg e sua taxa de sucesso gira em torno de 5% 15.

Prevenir é melhor do que remediar

As infecções hospitalares não resultam apenas em altos custos financeiros, mas também, alto custo no número de vidas. Assim, mais do que o tratamento, a prevenção de infecções hospitalares mostra-se a melhor estratégia de combate, pois, além de mais barata, é mais eficaz. De fato, para cada US$1 investido em prevenção de infecções hospitalares, há um retorno de US$616, ou seja, 6 vezes maior.
“O custo do tratamento de apenas 1 paciente acometido por aspergilose invasiva equivale à compra de mais de 160 equipamentos Airfree de tratamento de ar.”
O papel do purificador de ar “Airfree”.

O purificador de ar Airfree tem sua aplicação comprovada na redução da carga microbiana presente no ar. Em doze testes realizados, em situações reais de uso, por laboratórios independentes ISO 17025, o percentual de redução da carga bacteriana variou de 62% a 99%; e da carga fúngica, de 64% a 99%. A média de redução foi de 82% para bactérias e 86% para fungos.
A tecnologia patenteada Airfree é capaz de alcançar altos percentuais de redução através do aprisionamento e incineração de microorganismos a temperaturas acima de 200ºC. Em realidade, apenas 410C são necessários para levar a denaturação de uma série de proteínas termosensíveis encontradas em várias regiões da célula, especialmente na região do núcleo18 e apenas 5% de denaturação já seria suficiente para que detecção de morte celular19. Testes mostram que o Airfree é capaz de reduzir 99% do número de bactérias e fungos que atravessam seu interior.

Outras vantagens do aparelho incluem:

  1. Baixo custo de aquisição, sem necessidade de manutenção e baixo consumo energético;
  2. Não há necessidade de treinamento de equipe ou alteração na dinâmica funcional das atividades;
  3. Completamente silencioso: respeita as condições necessárias a recuperação do paciente;
  4. Capaz de eliminar microrganismos independentemente de sua virulência.
  5. Não possui efeitos colaterais.
  6. O único purificador de ar do mundo capaz de reduzir em 26% a concentração de ozônio (O3).

A Anvisa reconhece o aumento do risco de infecções por via aérea em ambientes da saúde20e já deu início aos mecanismos de controle e fiscalização dos parâmetros de qualidade de ar em ambientes hospitalares. Preocupar-se com a qualidade do ar é, portanto, de fundamental importância para qualquer entidade de saúde.

Referências Bibliográficas

  1. Rea E., Upshur R. Semmelweis revisited: the ethics of infection prevention among health care workers. CMAJ, 2001; 164 (10):1447- 1448.

  2. Gallaguer R. Infection control: public health, clinical effectiveness and education.
    Br J Nurs., 1999;8(18):1212-14.

  3. Pannuti CS, Grinbaum RS. An overview of nosocomial infection control in Brazil. Infect Control Hosp Epidemiol. 1995 Mar;16(3):170-4.

  4. ANVISA. Curso Básico de Controle de Infecção Hospitalar. Brasília, 2000.

  5. Hoeffel et al. Controle e prevenção de infecções – custos e economia. Jan., 2005. http://www.cih.com.br/custos.htm#l1

  6. Beggs CB. The airborne transmition of infection hospital buildings: fact or fiction? Indoor and Built Environment, 2003;12:9-18.

  7. Beggs CB. Engineering the control of airborne pathogens. School of Civil Engineering, University of Leeds, Leeds LS2 9JT, UK.

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  9. Sader HS, Gales AC, Pfaller MA, Mendes RE, Zoccoli C, Barth A, Jones RN. Pathogen frequency and resistance patterns in brazilian hospitals: summary of results from three years of the SENTRY antimicrobial surveillance program. Braz J Infect Dis vol.5 no.4 Salvador Aug. 2001.

  10. Trindade, P. A., McCulloch, J.A., Oliveira, G.A., Mamizuka, E.M. Molecular Techniques for MRSA Typing: Current Issues and Perspectives. The Brazilian Journal of Infectious Diseases., 2003;7(1):32-43.

  11. Beck-Sague C, Jarvis WR. Secular trends in the epidemiology of nosocomial fungal infections in the United States. 1980-1990. National Nosocomial Infections Surveillance System. J Infect Dis. 1993;167:1247-1251.

  12. Maschmeyer G, Ruhnke M. Update on antifungal treatment of invasive Candida and Aspergillus infections. Mycoses., 2004;47(7):263-76.

  13. Warris A, Voss A, verwij PE., Hospital sources of Aspergillus species: New routes of transmission? Rev Iberoam Mocol, 2001, 18:156-162.

  14. Richardson MD & Ellis M.. Clinical and laboratory diagnosis of systemic fungal infection. Hospital Medicine, 2000; 61: 610-614.

  15. Brochura médica de divulgação medicamento V-Fend da Pfizer - 2004.

  16. Lacerda RA. Infecções Hospitalares no Brasil. Tese de Doutorado, USP – Departamento de Enfermagem, 1995.

  17. Starling CE, Couto BR, Pinheiro SM. Applying the Centers for Disease Control and Prevention and National Nosocomial Surveillance system methods in Brazilian hospitals. Am J Infect Control., 1997; 25(4):303-11.

  18. Lepock JR. Role of nuclear protein denaturation and aggregation in thermal radiosensitization. Int J Hyperthermia. 2004 Mar;20(2):115-30.

  19. Lepock JR. Cellular effects of hyperthermia: relevance to the minimum dose for thermal damage. Int J Hyperthermia. 2003 May-Jun;19(3):252-66.

  20. Consulta Pública 109 / 2003
 
 
 
 
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